Descobertas

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Para tudo se tem uma primeira vez, e a esta foi confiada tanta importância que recebeu até um nome especial: começo.

Ah… o começo. Este é assustador, não? Basta perguntar ao mais novo integrante do planeta no momento de sua estréia. Ele responderá em alto e bom som, no tinir de seus jovens pulmões: BBBBUUUUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ.

Às vezes, o começo nos é imposto, nos tira de uma zona de conforto, a qual não precisa necessariamente ter líquido amniótico e ser o útero materno. Mas não é de se espantar a existência do choque que acompanha os começos. Afinal, o que a pobre criatura pode esperar desse novo mundo, frio e seco?

Porém, o começo nem sempre merece essa nossa usual relutância e pasmem! Ele merecia sim, muitas vezes, nosso entusiasmo.

Uma música nova que entra pelos ouvidos clandestinamente pode ser a chave para um novo mundo de ritmos intrigantemente estranhos. E é aí que percebemos que nossa zona de conforto estava mais para uma área de limitação. Não podemos permitir que esta limite nossas descobertas.

Comecemos… não com o pé direito. Comecemos de corpo inteiro.

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